O mais incrível no cheiro pra mim, é a capacidade que ele tem em fazer alguém se apaixonar!
Aqui mais uma aula da Wlad, e eu consegui finalmente, atualizar o blog.... Bem, esta aula foi totalmente biológica e quero agradecer ao nosso colega Ives pela enorme colaboração, bem como encorajá-lo a experimentar mais vezes a biologia para o teatro!
Segue aqui um vídeo que mais me identificou com a aula de hoje . Adorei a musiquinha... =]
No cérebro de um sinestésico as cores têm propriedades que não podemos imaginar, por exemplo o vermelho pode ser sólido, o amarelo é brilhante, uma barra de chocolate lembra a cor púrpura e tem aroma de azul escuro. Em alguns casos o tato pode ser associado, como uma pancada no canto da mesa que remete à cor marrom ou o laranja da confusão.
Isto não são conceitos culturais como dizer que vermelho é quente e branco é paz. São percepções fisiológicas com respostas químicas cerebrais, são realmente percebidas desta forma e de uma maneira particular a cada caso.
"Neste 3° encontro, Rose nos apresentou a sua leitura do Texto “Tempo e Memória”. É fascinante como o tempo transforma tudo e todos que estejam sujeitos ao seu poder, mas mesmo o tempo vem sendo ameaçado por este cotidiano eufórico e conturbado que nós vivemos, a tecnologia nos proporciona uma velocidade de informações e contatos inigualáveis, e isso acaba causando uma perda do tempo vivido, não se visita mais um lugar para poder conhecê-lo, não se vai mais até o outro lado da cidade para falar com a pessoa desejada, não se tem mais tempo para brincar, reencontrar amigos, desabafar, viver em fim não se tem mais tempo para o tempo." Vídeo-poesia sobre tempo e memória, texto e realização de Vicente Duque Estrada.
Segurei até onde deu. Mas hoje, eu preciso admitir tudo o que você causou em mim, tudo o que to sentindo, e principalmente, dizer que abomino o modo como me comportei... Fruto de um surto somado ao mais puro desespero por saber que nunca poderei te ter.
Em Pedacinhos
Adoro te ouvir falar... Posso ficar horas observando cada gesto, cada palavra...
Adoro olhar nos seus olhos enquanto você fala...
Era tudo diferente... Você realmente se preocupava comigo...
Mas destruí tudo.
Não sei direito como tudo isso começou: um dia eu olhei pra você e algo muito estranho aconteceu... Eu queria te olhar de novo e de novo e de novo...
Tua companhia me deixava nas nuvens... Simplesmente aconteceu.
Meu coração acelerou e eu te quis mais que tudo nesse mundo...
E pra minha surpresa, o desejo era recíproco.
Acordei. O dia tava lindo... E recebi uma ligação.
Era do céu. Chamando pra conhecer o paraíso.
Lembro de como fiquei nervosa, de como hesitava e ao mesmo tempo tinha certeza.
Lembro que eu tentava lutar contra um sentimento que simplesmente me devastava...
Lembro da alegria que não cabia em meu peito.
Eu explodia de felicidade. Era um sonho.
Sentia como se tivesse acabado de me tornar adolescente.
SEMINÁRIO:
O expositor foi o Raimundo Silvano e a comentarista foi a Patrícia Grigoletto.
Falamos sobre narrativas enviesadas.
Pra mim foi muito confuso no início, o Silvano colocou td no contexto da geografia e ficou difícil eu observar o miolo da coisa. Quando a Paty começou a falar e a turma começou a articular as informações, comecei a entender melhor, mas foi somente no debate que a coisa ficou explicada.
Bem, foi o primeiro seminário, estamos "hiper-correndo-atrás" espero que no próximo encontro, já tenhamos superado mais o nervosismo, conseguindo assim evoluir na disciplina.
"Entendendo melhor as narrativas enviesadas, penso que elas expressam o mundo atual,em sua mais absoluta essência veloz, em todo seu "bombardeio de informações", onde estamos sempre "linkando" coisas, às vezes até absurdas, sem necessariamente resolver alguma situação, mas que de alguma forma sabemos que elas se relacionam, encontrando um sentido ao colar um fato com outro.Fazendo novas cenas com o resultado dessas colagens.
Um exemplo teatral meu de narrativas enviesadas, foi TAYO TO AME, onde a peça nasceu da colagem das narrativas particulares de cada ator-criador, partindo de um mesmo texto."
DINÂMICA:
Tínhamos que lembrar de uma imagem da infância e a representar.
Em seguida, a Wlad perguntava quantas pessoas faziam parte da nossa família e pedia aos alunos que,voluntariamente, representassem um membro de nossa família e baseados em impulsos de seu coração realizassem movimentos.
Os movimentos eram livres e depois de algum tempo a pessoa que havia lembrado de sua imagem de infância saía de cena e a via de fora, constatando ou não semelhanças com sua família de fato.
Wlad pediu para que comandássemos o jogo e dois alunos foram voluntários: Rafael e Leandro.
O Rafa passou uma sequência de comandos e ao saber que teria de repetÍ-los mais uma vez,acabou perdido.
Leandro deu apenas três comandos porém, confusos, acredito que nem ele sabia o que queria, tornando assim muito rico o nosso momento de partilha depois que a atividade tinha se findado, pois analizamos nossa postura quando recebemos uma ordem e de como repassamos uma ordem criada por nós mesmos.
Eu fui várias vezes em cena, confesso que já estava bem cansada, mas gostei.
Gostei de sentir os novos colegas em cena comigo, os comandos apesar d confusos, serviram pra gnt ver que não é fácil... é preciso dedicação e observação.
A Wlad, colocou uma cadeira em uma das extremidades da roda e cada um ia lá sentava e se apresentava. Eram dois tópicos básicos:
1- Falar sobre você;
2-O que você sabe sobre teatro?
Cada um ia ao seu tempo. A ansiedade e o nervosismo era presente em cada semblante, mas aos poucos a turma foi relaxando e se "soltando", se sentindo mais à vontade para falar de si.
Depois, já no final da aula, sorteamos as exposições de seminário.
Eu fiquei como expositora para o dia 31/05.
Bem, o que eu coloquei sobre mim, não foi nada de novo...
Ainda sou sensível, chorona e mimada.
Pago um boi pra não entrar numa briga, mas uma vez instalada, dou uma boiada pra não sair.
Sou sincera demais, portanto as pessoas ou me amam ou me odeiam, não tem meio termo.
Amo meus amigos.
Tenho amizades "seculares", e não costumo brigar de graça com nenhum deles.
Tive a primeira licenciatura em Matemática, interrompida primeiramente pela necessidade de trabalhar e posteriormente, pela minha gravidez em 2005.
Precisei fazer concurso só com nível médio, pois era td o que tinha para sustento da filha. Foi quando a frustração e o stress me trouxeram ao teatro.
Tudo começou por terapia, para extravasar minha situação de vida interrompida. Mas ali me encontrei, e o lado educadora voltou. E os caminhos voltaram a se abrir. Sacudi a poeira e recomecei. Estou aqui para refazer minha história, com objetivo, metas e foco. Muito otimista, pra mim, este é um curso muito bem vindo, na hora certa e que irei até o fim.
Não sei nada sobre teatro. Porque cada vez que aprendo algo, preciso aprender mais um pouco sobre outro assunto, pra mim é um ciclo vicioso: Cada vez que você acha que sabe, precisa de mais algum conhecimento para dominar efetivamente.
Penso que essa visão é importante, para nunca nos acomodarmos.
Já não bastasse a Arte da docência, enfrentaremos agora a Docência da Arte...
Desafios pra mim, são importantes pra me sentir realmente viva.
Adorei ouvir sobre meus colegas. Escutar o outro, é cada dia mais raro.
A aula deste dia, me fez lembrar muito minha infância e adolescência onde se botava cadeiras na calçada e ficávamos conversando no final da tarde, falando sobre nós e sobre o que pensávamos de determinado assunto.
Era o "assuntar" caboclo nas "tardinhas" lá de casa.
A gente banhava e ia sentar pra bater papo.
Isso me remete muito a figura do meu avô, meu pai-avô.
Era uma figura que defino como "muito lendária"...
O assunto que você puxasse ele ia assuntar, sabia de tudo um pouco e era leitor assíduo da folinha do sagrado coração de Jesus, onde guardava algumas, julgando-as mais importante.
Devo minha vida a este homem: aos dez anos de idade eu quase sofri um afogamento na praia e ele quem me salvou. Mergulhou de roupa e tudo, e foi me buscar lá no meio da maré.
Sim ele é meu herói, e o culpado por eu ainda estar viva.
Infelizmente, um câncer o levou cedo demais para me ver nos palcos, mas a presença dele em meio as energias sentidas em cena, é muito forte.
É como se ele tivesse sempre ali na platéia, gostando de tudo e se divertindo até mesmo com os erros...
E como ia dizendo, adorei ouvir meus colegas, e ver de perto as adversidades e afinidades que temos uns com os outros.
O preconceito que as pessoas têm com o curso, foi o mais comentado por todos, quase unanimidade.
Hoje em dia sofremos com o “fantasma” do curso de direito.
A maioria da população acha que só assim, podemos mudar de vida, ou ainda, ser “alguém” na vida.
Ledo engano... Hoje em dia o que mais existe é a necessidade de Bons professores, e que lutem pelo reconhecimento e respeito da classe, tão importante quanto qualquer outra.
Afinal de contas, quem ensinou advogado a ler?
Ser professor, infelizmente em nosso país é motivo de pena, e quem tem que mudar isto somos nós, exigindo respeito pelo nosso futuro ofício, tal qual faz parte da academia como qualquer outro. Aprendamos a nos valorizar.
Seja bom no que você faz e faça com amor, dinheiro é conseqüência e resposta de seu afinco.
Finalmente, me despeço, esperando ter dividido minha impressão da primeira aula, bem como o que senti, e pelo que me conheço, vou chorar litros nesta disciplina.
Obrigada a todos pelo momento proporcionado, foi muito emocionante.
A partir desta postagem, terá início meu diário de bordo, conforme a Wlad pediu nas aulas de Trajetória do Ser. Achei interessante deixar registrado aki mesmo no meu blog pessoal, afinal de contas, falará de minhas experiências, de teatro e da minha vida acadêmica. O importante aqui é comentar, portanto fiquem à vontade para deixar recados, impressões, elogios ou reclamações, estamos aqui "prá isso"!!