"Nunca é tarde demais para ser o que você poderia ter sido."

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Performance: A Noiva.




DOSSIÊ
Por: Maira Tupinambá

Performance:  A Noiva.

A Rede Teórica: Dentro dos aspectos centrais da performance da Noiva, podem ser discutidos os desdobramentos de espaço, significado com três elementos centrais, a igreja, a praça e o supermercado, e o tempo, abstrato no sentido de codificar as memórias e esperanças da Noiva e segundo Schechner, enquanto princípios e qualidades da performance no quesito tempo a performance utilizou o tempo flexível no sentido de não haver uma delimitação temporal e o próprio andamento da performance prolongar ou retardar sua duração . A igreja é um lugar simbólico, o ponto maior da performer, por todo o caráter representativo que esse lugar tem relacionado à identidade da Noiva; o supermercado e a praça, bem como as ruas pelas quais a performer andou, como lugar do não cotidiano, do causar estranhamento, como exemplos a Noiva comprar pilhas e tomar água de coco, provocando diversas reações nos transeuntes, algumas já esperadas como um fator de completar a performance, exemplos: pedidos de casamento, oferecimento de alianças, congratulações e desejo de uma boa vida após o casamento, tal como se faz com uma Noiva “de verdade”
Não que pese em planejamento, aspecto previamente esclarecido, mas ao acaso e as abordagens das pessoas presentes nos locais, observamos o aspecto da Completude, indicado numa espécie de cortejo, quando a Noiva caminha pela cidade a procura do noivo e para na porta da igreja falando ao celular. Isso posteriormente tornou-se foco de curiosidade e especulação alheia, trazendo-as até a performer para esclarecimentos. É um comercial? É uma pegadinha? É verdade mesmo, você esta esperando um noivo em uma igreja vazia?
Os aspectos anteriores e as Qualidades da Performance anteriormente citadas, culminam na chamada Realidade Simbólica. O ficcional é representado na figura da Noiva de óculos escuros e sapatos rosa - choque, fugindo em parte do visual clássico e já causando reações que se projetam no extra-cotidiano, espacial com o estranhamento da performer e os consumidores do supermercado ou as pessoas que passeavam pela praça.
O diálogo observado seria com o Happining, pelo fato das pessoas pararem suas atividades conforme a performance cruzava seu caminho cotidiano, transformando-o em não-cotidiano. Foi um “acontecimento” daqueles que serão contados e reproduzidos a partir das pessoas que viram tal “fato”.


Desenvolvimento Histórico da didática e tendências pedagógicas

Este texto enoooorme, eu mesma digitei, é do José Carlos Libâneo, serve de base para o conhecimento pedagógico em geral. Bom estudo!!



A história da Didática está ligada ao aparecimento do ensino – no decorrer do desenvolvimento da sociedade, da produção e das ciências como atividade planejada e intencional dedicada à instrução.
Desde os primeiros tempos existem indícios de formas elementares de instrução e aprendizagem. Sabemos, por exemplo, que nas comunidades primitivas os jovens passam por um ritual de iniciação para ingressarem nas atividades do mundo adulto. Pode-se considerar esta uma forma de ação pedagógica, embora aí não esteja presente o didático como forma estruturada de ensino.
Na chamada antiguidade Clássica (gregos e romanos) e no período medieval também se desenvolvem formas de ação pedagógica, em escolas, mosteiros, igrejas, universidades. Entretanto, até meados do século XVII não podemos falar de didática como teoria do ensino, que sistematize o pensamento didático e o estudo científico das formas de ensinar.
O termo “didática” aparece quando os adultos começam a intervir na atividade de aprendizagem das crianças e jovens através da direção deliberada e planejada do ensino, ao contrário da formas de intervenção mais ou menos espontâneas de antes.  Estabelecendo-se uma intenção propriamente pedagógica na atividade de ensino, a escola se torna uma instituição, o processo de ensino passa a ser sistematizado conforme níveis, tendo em vista a adequação às possibilidades das crianças, às idades e ritmo de assimilação dos estudos.
A formação da teoria didática para investigar as ligações entre ensino e aprendizagem e suas leis ocorre no século XVII, quando João Amós Comênio (1592-1670), um pastor protestante, escreve a primeira obra clássica sobre didática, a Ditacta Magna.
Ele foi o primeiro educador a formular a idéia da difusão dos conhecimentos a todos e criar princípios e regras do ensino.
Comênio desenvolveu idéias avançadas para a prática educativa nas escolas numa época em que surgiam novidades no campo da filosofia e das ciências e grandes transformações nas técnicas da produção, em contraposição às idéias conservadoras da nobreza e do clero. O sistema de produção capitalista, ainda incipiente, já influenciava a organização da vida social, política e cultural.
A didática de Comênio se assentava nos seguintes princípios:
1)   A finalidade da educação é conduzir à felicidade eterna com Deus, pois é uma força poderosa de regeneração da vida humana. Todos os homens merecem a sabedoria, a moralidade e a religião, porque todos, ao realizarem sua própria natureza, realizam os desígnios de Deus. Portanto, a educação é um direito natural de todos.
2)   Por ser parte da natureza, o homem deve ser educado de acordo com o seu desenvolvimento natural, isto é, de acordo com as características de idade e capacidade para o conhecimento. Consequentemente, a tarefa principal da didática é estudar essas características e os métodos de ensino correspondentes, de acordo com a ordem natural das coisas.
3)   A assimilação dos conhecimentos não se dá instatâneamente, como se o aluno registrasse de forma mecânica na sua mente a informação do professor, como reflexo num espelho. No ensino, ao invés disso, tem um papel decisivo a percepção sensorial das coisas. Os conhecimentos devem ser adquiridos a partir da observação das coisas e dos fenômenos, utilizando e desenvolvendo sistematicamente os órgãos dos sentidos.

O método intuitivo consiste, assim, da observação direta, pelos órgãos dos sentidos, das coisas, para o registro das impressões na mente do aluno. Primeiramente as coisas, depois as palavras. O planejamento de ensino deve obedecer o curso da natureza infantil; por isso as coisas devem ser ensinadas uma de cada vez. Não se deve ensinar nada que a criança não possa compreender. Portanto, deve-se partir do conhecido para o desconhecido.
Apesar da grande novidade destas idéias, principalmente dando um impulso ao surgimento de uma teoria do ensino, Comênio não escapou de algumas crenças usuais na época sobre ensino. Embora partindo da observação e da experiência sensorial, mantinha-se o caráter transmissor do ensino; embora procurando adaptar o ensino às fases do desenvolvimento infantil, mantinha-se o método único e o ensino simultâneo a todos. Além disso, sua idéia de que a única via de acesso dos conhecimentos é a experiência sensorial com as coisas não é suficiente, primeiro porque nossas percepções frequentemente nos enganam, segundo, porque já há uma experiência social acumulada de conhecimentos sistematizados que não necessitam ser descobertos novamente.
Entretanto, Comênio desempenhou uma influência considerável, não somente porque empenhou-se em desenvolver métodos da instrução mais rápidos e eficientes, mas também porque desejava que todas as pessoas pudessem usufruir dos benefícios do conhecimento.
Sabemos que, na história, as idéias, principalmente quando são muito inovadoras para época, costumam demorar para terem efeito prático. No século XVII, em que viveu Comênio, e nos séculos seguintes, ainda predominavam práticas escolares da Idade Média: ensino intelectualista, verbalista e dogmático, memorização e repetição mecânica e repetição mecânica dos ensinamentos do professor. Nessas escolas não havia espaço para idéias próprias dos alunos, o ensino era separado da vida, mesmo porque ainda era grande o poder da religião na vida social.
Enquanto isso, porém, foram ocorrendo intensas mudanças nas formas de produção, havendo um grande desenvolvimento da ciência e da cultura. Foi diminuindo o poder da nobreza e do clero e aumentando o da burguesia. Na medida em que esta se fortalecia como classe social, disputando o poder econômico e político com a nobreza, ia crescendo também a necessidade de um ensino ligado às exigências do mundo da produção e dos negócios e , ao mesmo tempo, um ensino que contemplasse o livre desenvolvimento das capacidades e interesses individuais.
Jean Jacques Rousseau(1712-1778) foi um pensador que procurou interpretar essas aspirações, propondo uma concepção nova de ensino, baseada nas necessidades e interesses imediatos da criança.
As idéias mais importantes de Rousseau são as seguintes:
1)   A preparação da criança para vida futura deve basear-se no estudo das coisas que correspondem às suas necessidades e interesses atuais. Antes de ensinar as ciências, elas precisam ser levadas a despertar o gosto pelo seu estudo. Os verdadeiros professores são a natureza, a experiência e o sentimento. O contato da criança com o mundo que a rodeia é que desperta o interesse e suas potencialidades naturais. Em resumo: são os interesses e necessidades imediatas do aluno que determinam a organização do estudo e seu desenvolvimento.
2)   A educação é um processo natural, ela se fundamenta no desenvolvimento interno do aluno. As crianças são boas por natureza, elas têm uma tendência natural para se desenvolverem.
Rousseau não colocou em prática suas idéias e nem elaborou uma teoria de ensino. Essa tarefa coube a um outro pedagogo suíço, Henrique Pestalozzi (1746-1827), que viveu e trabalhou até o final da vida na educação de crianças pobres, em instituições dirigidas por ele próprio. Deu uma grande importância ao ensino como meio de educação e desenvolvimento das capacidades humanas, como cultivo do sentimento, da mente e do caráter.
 Pestalozzi atribuía grande importância ao método intuitivo, levando os alunos a desenvolverem o senso de observação, análise dos objetos e fenômenos da natureza e a capacidade da linguagem, através da qual se expressa em palavras o resultado das observações. Nisto consistia a educação intelectual. Também atribuía importância fundamental à psicologiada criança como fonte do desenvolvimento do ensino.
As idéias de Comênio, Rousseau e Pestalozzi influenciaram muitos outros pedagogos. O mais importante deles, foi Johann Friedrich Herbart (1766-1841), pedagogo alemão que teve muitos discípulos e que exerceu influência relevante na Didática e na prática docente. Foi e continua sendo inspirador da pedagogia conservadora – conforme veremos- mas  suas idéias precisam ser estudadas por causa da sua presença constante nas salas de aula brasileiras. Junto com uma formulação teórica dos fins da educação e da pedagogia como ciência, desenvolveu uma análise do processo psicológico-didático de aquisição de conhecimentos, sob a direção do professor.
Segundo Herbart, o fim da educação é a moralidade, atingida através da instrução educativa. Educar o homem significa instruí-lo para querer o bem, de modo que aprenda a comandar a si próprio. A principal tarefa da instrução é introduzir idéias corretas na mente dos alunos. O professor é um arquiteto da mente. Ele deve trazer á atenção dos alunos aquelas idéias que deseja que dominem suas mentes. Controlando os interesses dos alunos, o professor vai construindo uma massa de idéias na mente, que por sua vez vão favorecer a assimilação de idéias novas. O método de ensino consiste em provocar a acumulação de idéias na mente da criança.
Hertbart estava atrás também da formulação de um método único de ensino, em conformidade com as leis psicológicas do conhecimento. Estabeleceu, assim, quatro passos didáticos que deveriam ser rigorosamente seguidos: o primeiro seria a preparação e apresentação da matéria nova de forma clara e completa, que denominou clareza; o segundo seria a associação entre idéias antigas e novas; o terceiro, a sistematização dos conhecimentos, tendo em vista a generalização; finalmente, o quarto seria a aplicação, o uso dos conhecimentos adquiridos através de exercícios, que denominou método. Posteriormente, os discípulos de Herbart desenvolveram mais a proposta dos passos formais, ordenando-os em cinco: preparação, apresentação, assimilação, generalização e aplicação, fórmula esta que ainda é utilizada pela maioria dos nossos professores.
O sistema pedagógico de Herbart e seus seguidores – chamados de herbartianos- trouxe esclarecimentos válidos para a organização da prática docente de ensino, a exigência de compreensão dos assuntos estudados e não simplesmente memorização, o significado educativo da disciplina na formação de caráter. Entretanto, o ensino como repasse de idéias do professor para a cabeça do aluno; os alunos devem compreender o que o professor transmite, mas apenas com a finalidade de reproduzir a matéria transmitida. Com isso, a aprendizagem se torna mecânica, automática, associativa, não mobilizando a atividade mental, a reflexão e o pensamento independente e criativo dos alunos.
As idéias pedagógicas de Comênio, Rousseau, Pestalozzi e Herbart- além de muitos outros que não pudemos mencionar- formaram as bases do pensamento pedagógico europeu, difundindo-se depois por todo o mundo, demarcando as concepções pedagógicas que hj são conhecidas como pedagogia Tradicional e Pedagogia Renovada.
A Pedagogia Tradicional, em suas várias correntes, caracteriza as concepções de educação onde prepondera a ação de agentes externos na formação do aluno, o primado do objeto de conhecimento, a transmissão do saber constituído na tradição e nas grandes verdades acumuladas pela humanidade e uma concepção de ensino como impressão de imagens propiciadas ora pela palavra do professor ora pela observação sensorial. A Pedagogia Renovada agrupa correntes que advogam a renovação escolar, opondo-se à Pedagogia Tradicional. Entre as características desse movimento destacam-se: a valorização da criança, dotada de liberdade, iniciativa e de interesses próprios e, por isso mesmo, sujeito da sua aprendizagem e agente do seu próprio desenvolvimento; tratamento científico do processo educacional, considerando as etapas sucessivas do desenvolvimento biológico e psicológico: respeito às capacidades e aptidões individuais, individualização do ensino conforme os ritmos de aprendizagem; rejeição de modelos adultos em favor da atividade de expressão da criança.
O movimento de renovação da educação, inspirado nas idéias de Rousseau, recebeu diversas denominações, como educação nova, escola nova, pedagogia ativa, escola do trabalho. Desenvolveu-se como tendência pedagógica no início do século XX, embora nos séculos anteriores tenham existido diversos filósofos e pedagogos que propugnavam a renovação da educação vigente, tais como Erasmo, Rabelais, Montaigne à época do Renascimento e os já citados Comênio (séc. XVII), Rousseau e Pestalozzi (no séc. XVII). A denominação Pedagogia Renovada se aplica tanto ao movimento da educação nova propriamente dito, que inclui a criação de “escolas novas”, a disseminação da pedagogia ativa e dos métodos ativos, como também as outras correntes que adotam certos princípios de renovação de renovação educacional mas sem vínculo direto com a Escola Nova; citamos, por exemplo, a pedagogia científico-espiritual desenvolvida por W. Dilthey e seus seguidores, e a pedagogia ativista-espiritualista católica.
Dentro do movimento escolanovista, desenvolveu-se nos Estados Unidos uma de suas destacadas correntes, a Pedagogia Pragmática ou Progressivista, cujo principal representante é John Dewey (1859-1952). As idéias desse brilhante educador exerceram uma significativa influência no movimento da Escola Nova na América Latina e , particularmente, no Brasil. Com a liderança de Anísio Teixeira e outros educadores, formou-se no início da década de 30 o Movimento dos Pioneiros da Escola Nova, cuja atuação foi decisiva na formulação da política educacional, na legislação, na investigação acadêmica e na prática escolar.
Dewey e seus seguidores reagem à concepção herbartiana da educação pela instrução, advogando a educação pela ação. A escola não é uma preparação para a vida, é a própria vida; a educação é o resultado da interação entre o organismo e o meio através da experiência e da reconstrução da experiência. A função mais genuína da educação é a de prover condições para promover e estimular a atividade própria do organismo para que alcance seu objetivo de crescimento e desenvolvimento. Por isso, a atividade escolar deve centrar-se em situações de experiência onde são ativadas as potencialidades, capacidades, necessidades e interesses naturais da criança. O currículo não se baseia nas matérias de estudo convencionais que expressam a lógica do adulto, mas nas atividades e ocupações da vida presente, de modo que a escola se transforme num lugar de vivência daquelas tarefas requeridas para a vida em sociedade. O aluno e o grupo passam a ser o centro de convergência do trabalho escolar.
O movimento escolanovista no Brasil se desdobrou em várias correntes, embora a mais predominante tenha sido a progressivista. Cumpre destacar a corrente vitalista, representada por Montessori, as teorias cognitivistas, as teorias fenomenológicas e especialmente a teoria interacionista baseada na psicologia genética de Jean Piaget. Em certo sentido, pode-se dizer também que o tecnicismo educacional representa a continuidade da corrente progressivista, embora retemperado com as contribuições da teoria behaviorista e da abordagem sistêmica do ensino.
Uma das correntes da Pedagogia Renovada que não tem vínculo direto com o movimento da Escola Nova, mas que teve repercussões na pedagogia brasileira, é chamada Pedagogia Cultural. Trata-se de uma tendência ainda pouco estudada entre nós. Sua característica principal é focalizar a educação como fato da cultura, atribuindo ao trabalho docente a tarefa de dirigir e encaminhar a formação do educando pela apropriação de valores culturais. A Pedagogia Cultural a que nos referimos tem sua afiliação na pedagogia científico-espiritual desenvolvida por Guilherme Dilthey (1833-1911) e seguidores como Theodor Litt, Eduad Spranger e Hermann Nohl. Tendo-se firmado na Alemanha como uma sólida corrente pedagógica, difundiu-se em outros países da Europa, especialmente na Espanha, e daí para a América Latina, influenciando autores como Lorenzo Luzuriaga, Francisco Larroyo, J. Roura-Parella, Ricardo Nassife, no Brasil, Luís Alves de Mattos e Onofre de Arruda Penteado Junior. Numa linha distinta das concepções escolanovistas, esses autores se preocupam em superar as oposições entre a cultura subjetiva, entre o individual e o social, entre o psicológico e o cultural. De um lado, concebem a educação como atividade do próprio sujeito, a partir de uma tendência interna de desenvolvimento espiritual; de outro, consideram que os indivíduaos vivem num mundo sócio-cultural, produto do próprio desenvolvimento histórico da sociedade. A educação seria, assim, um processo de subjetivação da cultura, tendo em vista a formação da vida interior, a edificação da personalidade. A pedagogia da cultura quer unir as condições externas da vida real, isto é, o mundo objetivo da cultura, à liberdade individual, cuja fonte é espiritualidade, a vida interior.
O estudo teórico da Pedagogia no Brasil passa por um reavivamento, principalmente a a partir das investigações sobre questões educativas baseadas nas contribuições do materialismo histórico e dialético. Tais estudos convergem para a formulação de uma teoria crítico-social da educação a partir da crítica política e pedagógica das tendências e correntes da educação brasileira.

De volta ao Blog

Agora com um Plano de estudos dirigido, e com as folguinhas que descobri possíveis (mesmo com esse ritmo enlouquecido!!!) volto às postagens no meu Blog...

A graduação vai bem obrigada!!

Encontrei finalmente o que queria, estou extremamente feliz por isso!

Novos desafios pela frente, e me vi diante de rumos, de escolhas, de decisões precisas.

Agora minha nova mochila se chama MONOGRAFIA...

é meus amigos, aquela que assombra nossos trabalhos de conclusão de curso...

Mas tudo bem, espero com o exercício de retomada das escrita no Blog, nas organizações do meu pensamento, criar mais e mais vínculos com a ferramenta WEB, e prometo vir aqui bem mais vezes, apesar do tentador Facebook me chamar mil vezes...

Então vamos lá, um novo diário de Bordo? Sim. A mesma professora? Claro!

O que muda afinal?

Pretendo responder isto no final do semestre, que aliás promete...

Esse ano foi bem estressante, tivemos disciplinas teóricas em PEEEESO!

Quatro da turma foram selecionados para concluir o curso em COIMBRA!!!

Alguns colegas já trancaram o curso...

Novos colegas, novas parcerias...enfim, novas emoções pela frente.


Aos poucos vou postando materiais, fotos e etc.

Estou feliz em voltar aqui, é um exercício muito importante.

Descrever o que fazemos e vivemos academicamente, se tornará minha meta até o final do curso.

Pode comentar a vontade!!!

Um beijo em todos!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Na minha próxima vida, quero viver de trás para frente.

Na minha próxima vida, quero viver de trás para frente.Começar morta, para despachar logo o assunto.
Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulsa porque estou demasiada saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolta e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscua.
E depois, estar pronta para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer.
Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilà!" - desapareço num orgasmo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Da Internacionalização da Amazônia



Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. 

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro. 

Esta foi a resposta do Sr. Cristóvam Buarque:
 


"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso."

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade." 

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço." 

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. 

Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. 
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado."

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. 
Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro."

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil."

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. 
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro."

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. 
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia 
seja nossa. Só nossa!"

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ILUSÃO DRAMÁTICA

Expressão do teatro clássico para traduzir uma situação dramática marcada pelos efeitos de uma falsa representação da realidade, tratando-se, em regra, de uma perspectiva irónica sobre algo que se representa pelo seu contrário.
O público deve reconhecer o engano simulado pelo actor na criação da ilusão dramática, de outra forma o sentido perde-se.
A expressão acaba por ser sinónima do que Colleridge chamou “the willing suspension of disbelief”, um processo de criação de uma miragem do real que permitirá que a obra de arte se torne válida em termos estéticos.
Por outras palavras, este tipo de representação implica a cumplicidade do público para que a realidade simulada seja identificada com o modelo que representa.
A ilusão dramática pode ser utilizada em outras formas artísticas. Muitos romancistas fazem depender a estratégia de simulação do real de mecanismos de ilusão narrativa.
A sensação a despertar no espectador é sempre a de uma total convicção sobre a autenticidade do facto representado.
De notar que no teatro contemporâneo, seguindo a linha desconstrucionista da arte ocidental, fortemente anti-representacional, se prefere muitas vezes deixar claro perante o espectador que aquilo que se transporta para o palco é de facto uma mera ilusão sem correspondência alguma com a realidade.
O envolvimento do espectador no próprio texto da representação, por exemplo, ajudará a anular qualquer tentativa de criar uma ilusão dramática.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dia da Bandeira!! >>> Niver do vovô!! 92 aninhos...

Pedro de Brito Tupinambá

Escritor, folclorista, poeta e jornalista. Ocupava a cadeira nº36, cujo patrono é Terêncio Porto. Coronel médico na reserva da Aeronáutica, nasceu a 19 de novembro de 1919, em Manaus, Amazonas. Filho de Hermes Afonso Tupinambá e Maria Agostinha de Assis Tupinambá. Reside em Belém, Pará.
a na Cursos: Medicina, Especial de saúde da Aeronáutica, Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica, Direção de serviços (ECEMAR), Segurança Nacional e Desenvolvimento (ADESG), Folclore (Fac. Filosofia da UFPA) e outros.
Condecorações : Medalhas – Campanha do Atlântico Sul, Mérito Dumont, Militar de Prata, cultural José Veríssimo, da APL, Benemérito da Liga da Defesa Nacional, Cultutral Prof. Dr. Acilino de Leão e outras.
Entidades culturais a que pertence: Academia Paraense de Letras, Associação Brasileira de Folclore (São Paulo), Comissão Paraense e Folclore (Belém), Instituto Histórico e geográfico do Pará (Belém), Sociedade Brasileira de escritores médicos (São Paulo) e  Sociedade Brasileira de Folk-Lore (Natal).
Obras publicadas : Mosaico folclórico – Imprensa Oficial do Estado do Pa, Belém, Pará – 1969. Batuques de Belém – Imprensa Oficial do Estado do Pará, Belém, Pará -1973. A Festa do Jabuti – Falãngola, Belém Pará – 1995. Maria Igarapé (crônicas), Belém, Pará – 1997.
Imprensa: colaborou nos seguintes órgãos: “Folha do Norte”, “Amazônia” (revista), “Labor” (revista – Manaus) e manteve por 21 anos a coluna dominical “No Mundo da Trova” , em “A Província do Pará”.
Prêmios Literários: 3º lugar no 18º Concurso “Mário de Andrade” (São Paulo) Menção Honrosa da APL, Federação de Entidades Trovistas.

FICO DEVENDO A FOTINHO... a festa é só no domingo, postarei então!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Achados de família...





Eu gosto de ti , Belém do Pará, 
Cidade onde o índio tem praça e estátua.
Belém das mandiga e dos banhos-de-cheiro, 
Dos grandes batuques da Maria Aguiar
e do "Buraco Cheiroso" com artigos de fama.
Belém do Museu, do Bosque e do Utinga,
Belém do Imponente Teatro da Paz.

Prefácio de Maria Igarapé

Toda obra literária tem um título.
Breve ao longo, o nome do livro desperta, às vezes, ao leitor, o interesse em adquiri-lo e lê-lo.
Existem obras com a designação curta – “Os Lusíadas”, “Iracema”, “Inocência”, “A Moreninha”, “Batuque”; outras, com denominações extensas: “Como era verde meu vale”, “Olhai os Lírios do campo”, “O Castelo do homem sem alma”, “No Circo sem teto da Amazônia”, “O rio corre para o mar”, “Chove nos campos de Cachoeira” etc.
                Por que “Maria Igarapé”? Indagarão os leitores.
                Na literatura brasileira temos “Maria Perigosa”, de Luís Jardim; “Maria Dagmar”, de Bruno Menezes; “Maria Pudim”, de Breno Acioli; “Maria do círio”, de Maria de Nazaré Holanda; “Maria Rita”, de Afranio Peixoto; “Maria Bonita”, de Aldenora de Sá Porto; “Maria Cabocla”, de Anísio Melhor e dezenas de outros romances, peças teatrais e livros de contos com o nome de Maria.
                Maria Igarapé era a alcunha de Maria Lindomar, um dos tipos populares mais conhecidos e extravagantes de Belém.
                Cearense de Maranguape, Maria Igarapé aqui chegou em 1930 e ficou para sempre. Foi o título de uma crônica que publicamos na “Folha do Norte”, em 1961, a qual, por assim dizer, nos abriu as portas do jornalismo no Pará, pelo sucesso que alcançou. Daí, a nossa gratidão a Maria Igarapé, mulher exótica e desengonçada, cujo epíteto dá o nome a este livro, que reúne 41 crônicas, algumas inéditas, outras publicadas em diversos órgãos de nossa capital.

Pedro Tupinambá



Aqui deixo mais um registro das obras do vovô, com muito carinho e admiração , na véspera de mais um aniversário dele.
Transcrito da obra Maria Igarapé-1997.

Histórico:
Academia Paraense de Letras
CADEIRA Nº 36 – PEDRO DE BRITO TUPINAMBÁ
PATRONO: Terencio Porto
OCUPANTES POSTERIORES: Augusto Correa Pinto Filho, José Rodrigues Pinagé e Orlando Chicre Miguel Bitar.